Uma carta


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Para um cara,



Olá,  não sei se é assim que se começa uma carta, acho que deveria ser "Oi meu amor", ou então "Olá, está sentindo falta de mim?"


Não.

Acho que um "Olá" casual e distante descreve melhor a distancia que você fez questão de colocar entre nós. Não te entendo, mas tenho que entender.
Quando vi que enfim você me daria esperanças de algo entre nós que fosse mais que tardes sem comprometimentos.
Aquele "já deu o que tinha que dar" foi trágico. foi como uma punhalada no meu peito. Doeu tanto.Porque fez isso?
Primeiro me fala coisas bonitas, me faz acreditar em você, me faz ficar com saudade e esperar inutilmente com o celular nas mãos a sua ligação.



Me fez acreditar no seu "eu te amo", na musica que você dizia ser tema de "nossos corações" e até naquele sorriso que agora sei, eram falsos, mas que me fazia ficar derretida por você quando o via a distancia.



Porque fez isso? Não sou seu brinquedo, não sou um fantoche. Sou mulher feita de sentimentos e infelizmente capaz de amar. Que tonta eu fui. 



Acreditei tanto em você que no fundo penso que essa carta vai fazer as coisas mudarem, porque tonta sou, ou porque apaixonada fiquei, Não sei bem a diferencia. 



Acreditei e agora como eu fico, você foi embora. E agora como eu fico.



Entre milhões de duvidas que me consomem por sua causa, essa eu posso responder..Vou ficar aqui chorando, e descontando em um pedaço de papel minha ira, minhas emoções, e depois vou ler, chorar mais um pouco me lembrar de você e enfim com o tempo vou ter mais uma cicatriz deixada e esquecida.



Até que como a boba que sou, vou me deixar levar de novo por um sorriso bonito, por palavras bonitas, por sentimentos maiores por alguém assim, parecido com você. Ou totalmente diferente . O tempo dirá. 





Esse texto já foi publicado aqui. Mas estruturei melhor e republiquei. Engraçado ler coisas antigas minhas. Nunca escrevo o que realmente se passa comigo, e depois vejo que tem tanta coisa de mim.

Sobre viver e arriscar ..


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Imagem da Le love


Em poucos meses as coisas já não são como antes. 

Seria mais fácil se eu fosse acomodada a minha vida. Acho que tudo fica fácil se todos focem  acomodados. Eu por exemplo estaria ganhando um salario mínimo, cursando em uma faculdade particular meia boca, morando com meus pais sem perspectivas de vida alguma. 
Só tinha como visão do futuro o fim da faculdade, a entrada na área que cursava e ajudar mais nas despesas de casa, (não que eu já não fizesse isso, mas com o que eu ganhava mal sobrava para a Xerox da faculdade). 

Comodismo me irrita. Sempre pensei isso, mas nunca colocava em pratica. Reclamava do que estava me tornando e continuava ali, vivendo o dia - a - dia de sempre. Acordando cedo, trabalhando muito, ganhado nada e estudando em uma área que em nada estava me fazendo feliz....
Um dia desses de muita monotonia total encontrei duas colegas do ensino médio, elas eram aquelas meninas da sala de aula que todos torcem o nariz, por ser o típico "não quero nada com a vida" não me lembro delas estudando, ou tirando uma nota digna. Mas elas eram boas pessoas.  Turma do fundão....  (Há quem nunca foi?)..

E o papo foi bem característico de ex-colegas de salas, perguntas como “O que você está fazendo da vida?”  “E aquele cara terminou ?”   e blá blá blá.... Ficamos apenas 20 minutos conversando. E 3 anos foram resumidos em algumas frases. Uma casou, tem um filho de 5 meses, trancou a faculdade de nutrição, e acaba de mudar pois acabou de se separar. A outra, está fazendo Engenharia Civil, está solteira e está pensando em alugar um apartamento no centro de São Paulo com algumas amigas de sala. 

Duas amigas que conseguiram tomar rumos completamente diferentes para si, e estavam felizes a sua maneira, arriscando de uma forma ou outra em busca de sua felicidade, fiquei pensando em minha vida depois desse dia, eu que adorava arriscar, não me arriscava, estava perdendo uma característica minha que mais gostava. 

Sai da faculdade, passei por fases difíceis, com o tempo consegui um emprego muito melhor em uma área que gostei tanto que até me matriculei na faculdade novamente.  minhas aulas começam nesse ano. Talvez com o tempo até mude de casa também... Ou não.

No aconchego da casa de meus pais estou evoluindo aos poucos. 
Não preciso fazer como todo mundo. Arrisco e mudo a minha forma e aos poucos venho traçando meu caminho. O caminho da minha vida  

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